Trabalho de um Juníperus Procumbens – “Jacaré”
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- Espessura do tronco no início do trabalho: 9cm
- Altura da planta no início do trabalho: 62cm
- Altura da planta no final do trabalho: 32cm
- A planta foi escolhida pelo movimento suave e equilibrado do tronco e pelo shari natural, que era m
Espécie: Juníperus procumbens (Jacaré)
- Data do início do trabalho: Março de 2
uito interessante mas estava escondido sob uma camada de casca morta e musgos.
- A sua saúde estava bastante comprometida por uma forte infestação de ácaros. Por isso, houve um tratamento inicial com calda sulfocálcica na proporção 20ml em 1 litro de água.
- O objetivo deste trabalho era valorizar o máximo possível a sinuosidade e shari naturais do tronco, fazer com que a madeira morta tivesse destaque e parecesse bem natural e trabalhar com cautela os galhos mantidos de tal forma a obter estética mas também saúde e vitalidade para a árvore.
Acho importante observar que a inspiração para o Bonsai vem da natureza. Essa espécie assim como outros juníperus são provenientes de regiões altas, com muitas intempéries e adversidades como ventos fortes e constantes, neve, raios, tempesdades . E com tempo e a ação desses agentes, as árvores têm seus troncos muito retorcidos e com a presença de madeira morta, que no bonsai chamamos de gin e shari.
É importante observamos muito as características naturais de cada espécie que trabalhamos, para não cometermos a gafe de fazermos gins e sharis em plantas tropicais, que não os tem normalmente na natureza e são mais marcantes nessas espécies o nebari, o tronco forte, e a ramificação e formação da copa. É importante trabalharmos as plantas como elas são na natureza.
A seguir algumas fotos que ilustram o que acabei de mencionar e e justificam a maneira com que foi feito esse trabalho:

Juníperus na montanha – Taiwam

Detalhe do tronco, shari e movimentos naturais – Taiwan

Parque Bristlecone – White Mountain – California – EUA – Foto Zézão Bonsai
Parque Bristlecone – White Mountain – California – EUA
Agora que já vimos a inspiração vamos ao trabalho em si.

Mar/05 – Imagem do junipero antes do início do trabalho. Observe seu potencial: bonito e suave movimento de tronco com uma certa conicidade. E o ponto mais preocupante era a sua saúde…

Inicio do trabalho de madeira…

Detalhe da remoção da casca para expor a madeira morta, no momento em que inicia o trabalho de gin…

Agora o início da aramação…

A limpeza se estende às axilas dos galhos e também ao galhos que nascem na sua parte de baixo…

Com a aramação já bem adiantada o trabalho começa a tomar forma.

Para o transplante, o primeiro procedimento foi retirar com auxílio do hashi toda a terra do torrão e o que ficou, foi completamente lavado.

Já plantada em um vaso de treinamento, a primeira etapa do trabalho é finalizada.

No vaso de treinamento, podemos observar a ancoragem que foi feita visando que ela fique bem firme…

Mai/06 – Mais de um ano se passou e o procedimento nesse período foi apenas adubar e fazer limpezas frequentes nos galhos.

(Mai/07) Com mais de 2 anos do início do trabalho, o crescimento foi livre sem podas. Frente da planta.

A intenção era dar o máximo de vigor para a massa verde com adubações regulares. Costas do junipero.

E iniciamos a limpeza no mesmo esquema das limpezas anteriores: axilas e parte inferior dos galhos, galhos que se crusam… Adicionar seu comentário

Com pinçagens e podas nos galhos, além de limpar os ramos, selecionava os que deveriam ser mantidos ou eliminados.

Limpeza do tronco, principalmente do shari…

Com o auxílio da escova de aço e de pinça, foram removidos os resíduos que se acumulavam no shari na base do tronco…

Detalhe do tronco depois da limpeza. Observem a cor da casca avermelhada que era escondida e o contraste com a cor do shari…

Resultado de mais uma sessão de trato…

Nov/07- 6 meses depois, início da primavera. A planta já está completamente recuperada e saudável. Hora do transplante…

Antes de transplanta-la, fizemos uma intervenção na copa buscando maior compactação e redução da sua altura. Isto já a clara influêcia do maestro Liporace.

Foi usada ráfia, e depois fita isolante de alta fusão para podermos tracionar o galho totalmente pra baixo em segurança…

O ápice que estava pra cima agora está totalmente pra baixo. Com este movimento conseguimos reduzi em 15cm a altura do bonsai e ainda ficar com a copa mais homogênea e equilibrada…

conseguindo assim um melhor efeito visual, com maior compactação e proporção entre espessura de tronco e altura de planta.

Resultado dos trabalhos, agora é esperar que o tempo faça a sua parte…
Nesse trabalho fica muito claro e evidenciada a importância e tamanho da influência que o Maestro liporace deu ao meu desenvolvimento na arte. Essa última interveçõ foi feita logo depois do V Congresso Terra Bonsai em 2007, quando o maestro veio à Nova Lima pela primeira vez. fica aqui a minha gratidão à “luz” dada por esse contato…
Local onde foi feita a matéira: Viveiro Terra Bonsai – Bhte. / MG



Parabéns Rock ! Um trabalho digno msm de apresentação e aula.Na próxima aula que marcarmos quero aprender essa técnica de tração com ráfia e fita-isolante.Pra mim que ja perdi vários juníperos,pegar um doente e recupera-lo desse jeito,só mta maestria msm.Quase mágica !